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domingo, 18 de novembro de 2012

As mentiras psicológicas que os empresários inventam para pagar menos aos pobres trabalhadores

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Estava eu vendo meus emails quando vejo um email de um colega de trabalho que me enfureceu e me deixou extremamente incomodado. Resolvi então denunciar mais uma vez como já vi a indústria da psicologia aplicada nas empresas pagas por empresários. Este é um post mal criado como sempre avise. Se não gosta espere o post de quarta.

A jornalista Ilya Pozin, da revista Time, lista nove maneiras simples de motivar a equipe sem precisar recorrer a um aumento

Esta é a canalha paga pelos empresário para realizar essa palhaçada.

Conheça as dicas de Ilya Pozin:

 

1. Seja generoso na hora de elogiar

O elogio é algo que todos querem receber, além de ser fácil de dar. O reconhecimento de um CEO vai mais longe do que se imagina. Enalteça as contribuições que cada funcionário oferece e observe sua equipe se esforçar para receber ainda mais.

Pobretão: Não adianta nada elogiar os dias que ficamos até tarde se fudendo e não pagar hora extra, banco de hora. O elogiozinho não vai fazer voltar aquele jantar com a família perdido, o cansaço, as olheiras, a tristeza. Nem vai mudar que estamos enriquecendo o seu rabo SUJO.

Pagar a hora extra é muito mais efetivo. Se é pra elogiar tem que dar já no outro dia as horas que ficou até tarde na empresa.

 

2. Livre-se dos gerentes

Remover a função do supervisor e passar esse "poder" ao time de funcionários cria um estímulo para que eles trabalhem melhor em equipe, já que eles não precisarão entregar relatórios de desempenho individuais. Além disso, as pessoas não sentirão que estão em níveis de importância diferentes dentro da empresa.

Pobretão: Isso vai significar mais salário, pagamentos, bônus para nós? Se sim beleza, se não essa é a idéia mais estúpida e salafrária que já vi, uma clara desculpa desta jornalista paga por empresários para realizar mais cortes de pessoas, destruir vidas e famílias e jogar milhões na fome, criar divórcios etc. Sua idiota!

 

3. Faça das suas ideias as ideias deles

Em vez de distribuir ordens, que tal fazer com que os funcionários sintam como se eles estivessem dando ideias? Frases como: "Eu gostaria que você fizesse assim" se transformariam em "Você acha que é uma boa ideia se fizermos assim?".

Pobretão: Pura idiotice. Que tal pagar um salário QUE PRESTE ou simplesmentes RESPEITAR o funcionário? É tão difícil assim? Grandes taticazinha bobona psicológica. É só o chefe não dar uma de Anderson Silva, lutador de vale tudo valentão.

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4. Evite criticar ou corrigir

Ninguém gosta de saber que está errado. Se você está procurando um desmotivador, eis aqui ele. Tente uma abordagem indireta para estimular as pessoas, e lembre-se que as pessoas precisam aprender com os próprios erros.

Pobretão: De novo basta respeitar, não levantar a voz e ser claro no que quer se não é pau na justiça do trabalho por assédio moral.

 

5. Dê liderança aos funcionários

Destaque o funcionário que tiverem melhor desempenho e seus pontos fortes, faça dessa pessoa um exemplo para os outros. Levante a moral dela e lhe dê um pouco de liderança, que isso motivará os outros.

Pobretão: Pague salários decentes, evite horas extras e quando tiver as pague e dê promoções e não deixe o cara parado a vida inteira no cargo. Essa babaquice de “dar liderança” pro cara significa simplesmente mais responsabilidades sem adicional de salário e sem perspectiva de subir na carreira, ou seja, não ser pra porra nenhuma a não ser joguetes do chefinho. Cadê o plano de carreira? Cadê as regras claras? Cadê o bônus?

 

6. Leve seus funcionários para almoçar de surpresa

Em um dia aparentemente comum, leve seus funcionários para almoçar. É um pequeno gesto que fará com que eles saibam que você reconhece o trabalho e esforço deles.

Pobretão: De jeito nenhum! A última coisa que o funcionário quer é almoçar com o chefe, é terrível quando eles vão e ficam enxendo o saco com seus papos e todo mundo tendo que concordar e entreter o chefinho, não podendo conversas as coisas que quer, tendo que ficar todo preocupado com o que fala. Vá pra sua casa ou com seus amiguinhos gerentinhos seus babaca, ninguém quer ser seu amigo, vá comer sua esposa que só está com você pelo seu salário e cargo seu babaca. Nos deixe em paz!

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7. Dê reconhecimento e pequenas recompensas

Além de elogiar o trabalho, tente recompensar a equipe e crie pequenos desafios internos. Crie metas e as coloque em um quadro onde todos possam ver. Aos que se destacarem, ofereça um jantar ou um presente.

Pobretão: Quase pulei da cadeira e soquei o teclado. Desafios internos? Que porra é essa? Nos deixe em paz, só queremos fazer a merda do trabalho e ir embora, nada de complicações. Jantarzinho e presentinho de recompensa? Por acaso eu tenho cara DE CACHORRO? NÃO SOU CACHORRO, NÃO, CANALHA. Pague a MERDA do salário, dê aumentos acima da inflação, pare com essas idiotices sua jornalista e empresários otários.

 

8. Realize festas na companhia

Organize festinhas de aniversário, estimule um happy hour, não espere por datas especiais.

Pobretão: Falsidade, idiotice. Happy hour? Claro quer dizer que ao invés de dar o direito por lei do funcionário ir para casa fazer suas coisas, viver sua vida, a cretina imunda da jornalista paga pelas grandes corporações quer que o funcionário fique em happy hours canalhas pra deixar todo mundo puto e mais cansado. Vão se danar.

 

9. Divida o sucesso e os maus momentos

Quando a companhia estiver indo bem, celebre. Isto fará com que o funcionário saiba que você é grato pelo esforço dele. Mas quando existirem desapontamentos, divida-os também. Sua equipe merece transparência e honestidade.

Pobretão: Pague meu salário, dê aumento e se você é pago mais pra ficar só mandando como um bobão então não me venha culpar pelos insucessos não. Vai dar pro diretor, se vira.

É incrível como as pessoas não vejam que isso é matéria paga e que não vejam que isso são táticas para demitir mais e não pagar salários mais altos. Os pilares para a felicidade no trabalho são simples mas eles são safadamento não abordados pela maldita. Horário decente sem hora extra e quando tiver que sejam pagas, altos salários, sem assédio moral e gritos e trabalho que seja tranquilo, estável e fácil, onde as pessoas saibam o produto que tem que entregar.

Malditas corporações corruptas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Porque minha obsessão em ser rico - A adolescência de um pobre

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Já falei em outro post da minha infância de pobre. Agora falarei da minha adolescência de pobre para a segunda parte de três da série sobre o que deu origem a minha obsessão em ser rico.

Na adolescência ao contrário da infância, passamos a ter mais noção do que ocorre ao nosso redor, e entra em jogo um fator que passa a demolir a vida de um garoto e a moldar o entendimento do porque buscamos dinheiro: As garotas.

A adolescência de um pobre (13 anos a 18 anos)

- Eu na infância tinha amigos pois apesar de tudo não era tão feio e a pobreza se perdia nas brincadeiras simples de criança. Na adolescência a feiúra e espinhas começaram a ser uma parte de minha vida e por consequência o ódio dos valentões de classe era várias vezes direcionado a mim. Só porque eu era feio, humilde, simples e relativamente quieto as pessoas tiravam para me zoar e destruir.

- Todo mundo na escola usava bermudas de marca, óculos escuros fodões de surfistão, calças jeans transadas, camisas de marca, tênis legais. Era impressionante a competição por estilo e roupas. E eu não usava nada de marca. Nada. A arrogância dos meus colegas ao ver minha roupa era incrível, eles se achavam superiores a mim e muitos se recusavam a serem meus amigos.

- Um dia na escolinha de futebol eu resolvi usar um boné pela primeira vez (bonés de marca eram febre entre o pessoal). Eu não tinha moral pra usar roupas e bonés segundo alguns. Durante o aquecimento que era uma corrida em volta do campo um colega riquinho que sempre usava as melhores roupas chegou por trás e deu um tapa no meu boné que caiu no chão e disse “você não tem moral pra usar boné não pobretão. Tá se achando já é?”. Pessoal ficou rindo e zuando o treino inteiro. No outro treino no outrou dia eu não vim nunca mais de boné.

- Um dia levei um colega para minha casa. Ele era ambiguo em relação a mim. Me zuava por ser pobre, por ser feio mas quando não estava na frente de todos era até legal. Eu o levei em casa para fazermos um trabalho, isso depois da escola umas 18:00 horas. Minha pobre mãe o recebeu bem e deu um belo lanche pra ele, com pão, bolo, Nescau, queijo bom, presunto. Ele comeu bem. Jogamos jogos tal. No outro dia, ele não olhou pra minha cara e continuou me zuando e disse para todos que eu era pobre e minha casa não era como a dele. Senti muita raiva dentro de mim pois minha mãe o recebeu tão bem e ele fez aqueles comentários esdrúxulos. Eu o odeio até hoje e sonho em agredí-lo ou bater na mãe dele pra ter uma lição e educar direito aquele verme.

- Um dia eu sai da sala para tomar água. Meu material da escolinha de futebol era velho, feio, podre (caneleira fudida, chuteira feia, camisa do time falsificada desbotada, etc) e eu deixava ele na mochila. Quando voltei pra sala, o pessoal tinha ido na minha mochila, retirado todo meu material de futebol, espalhado pela sala e riam dele “olha só que fedido”, “olha só que velho e feio”, e começavam a jogar minhas coisa um pro outro na sala enquanto eu envergonhado na frente de todos tentava pegar minhas coisas para guardar de volta. Enquanto isso um dos riquinhos tinha mochila especial para guardar tudo, era tudo de marca e ninguém mexia com o material dele. Foi muito humilhante.

- Um dia minha mãe comprou algumas roupas de marca, mas que eram daquelas marcas imitonas das boas marcas. Cheguei na aula meio diferente, com bermuda, camisa, tênis novos. 3 Riquinhos ficaram rindo de mim e das roupas falando que era patético as marcas que eu estava “me achando com aqueles trapos”. Só pude ficar quieto e nunca mais usá-las na escola.

- As garotas só ficavam e davam selinhos nos mais bagunceiros, fortinhos ou os bonitinhos. Elas gostavam sempre dos mais escrotos e babacas e que mais praticavam atos de vandalismo contra colegas mais fracos ou feios.1352631084999

- Um dia uma garota chegou e disse “saia da frente seu pobre espelho sem aço”. Eu pego de surpresa só sai. Ela então olhou pra amiga do lado e disse “é um frouxo mesmo”.

- Direto as garotas e garotos riam de mim e diziam quando queriam zoar com alguma garota que teria que ficar comigo ou me dar beijo como forma de humilhação ou nojo para elas.

- Nunca participei de nenhuma das festas fodonas do pessoal da sala. Eu não tinha roupa, não era convidado, o carro do meu pai era o pior e o pessoal nunca queria ir comigo ou ir me pegar. Nunca tinha dinheiro para dar presentes ou pagar as entradas das “matinés”. Minha pobreza significou perder essa fase da vida de popular do pessoal.

- Só fui perder minha virgindade aos 18 anos de tão feio que eu era e só fui dar meu primeiro beijo aos incríveis 17.

E aí, entrei na faculdade. Mas é isso por enquanto pois a parte final é sobre minha vida “adulta jovem” até os dias de hoje na faculdade até o mundo do trabalho.

Ser homem, feio e pobre no meio da classe média alta paulista é estar apto as maiores humilhações e tristezas. Ser pobre é humilhante, é feio, é ridículo. Dinheiro compra alegria, felicidade, amor, tudo. Me prometa que você vai buscar dinheiro para ser respeitado contra os playboys canalhas pobretões do meu Brasil?

Da minha parte, eu lhe prometo com pacto de sangue.

domingo, 11 de novembro de 2012

As paqueras no ambiente de trabalho de um pobre feio

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Nos últimos meses aumentou o número de vezes que eu fui em casas de massagem. Isso tem por consequência um fato simples que identifiquei ao meditar sobre o ano de 2012, em preparação para definir meus objetivos financeiros e pessoais para 2013.

Esse aumento nada mais é que as tentativas de um homem jovem com vários hormônios em busca do contato e sexo feminino, na solidão de sua vida paulista nojenta. A feiúra, a falta de carro, a falta de estilo e de ser interessante e pobreza são as coisas que identifiquei como empencilhos para ter uma namorada para segurar o ímpeto das casas de massagem.

Ultimamente tentando conseguir uma mulher pra mim, comecei a paquerar direto no trabalho, que é o ambiente mais próximo de contatos femininos que poderiam surgir alguma coisa. Os resultados até agora são desastrosos, frustrantes e cada vez mais, para indignação mentirosa das mulheres, comprovam que elas querem mesmo os bonitões, ricos e com status e não sei porque diabos elas negam isso.

A primeira mulher que tentei paquerar foi uma analista do setor vizinho. Loira falsa, 1,60, magra sem peitos e bunda, é uma moça normal para todos os padrões (estou descrevendo para os sem noção que falam que só vou nas panicats gostosas). Nós temos um grupo de trabalho que discute algumas questões e ela fazia parte. Nos intervalos eu comecei a puxar assunto com ela, inicialmente de trabalho. Ela era séria comigo demais. Mas só comigo. Meu cargo é de assistente portanto estou abaixo dela em teoria. Porém tinha um sujeito que tem o cargo de coordenador que ela sempre concordava e conversava super animadinha. Tomavam café direto juntinhos. Uma vez eu estava na roda com os 2 e começamos a falar de cinema. Como sabem, para me tornar mais interessante, passei a assistir filmes direto. Ela falavam vários e eu sabia todas e comentava. Mas só os filmes que o cara sabia ela puxava mais assunto e ria, sorria.

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A partir desse episódio passei a ser frio com ela. Ok sua merda, fica com ele só porque é mais rico e bonito que eu. Hmm, auto-ironia não deixa de doer menos..

Passei para a segunda paquera. Uma recepcionista. Eu tenho que lidar com ela para resolver pequenas coisas relacionadas a regulamentos. O que eu fiz com ela foi dar flertadas com pontadas de elogios. Eu chegava pra ela e falava “oi linda, faz isso aqui pra mim ok”. Aí ás vezes ela errava e eu explicava pra ela solicitamente e a fazia rir fazendo piadas de como a empresa é uma merda. Uma vez um colega de trabalho trouxe uma caixa de bombons. Eu fui e peguei pra mim alguns pois me ofereceu e aproveitei e peguei uns sonhos de valsa e levei pra recepcionista falando “oi, lá no setor tamo ficando gordo, ajuda a gente a comer, trouxe pra você”. Ela agradeceu mas deu pra amiga. Eu estava tentando ás vezes passar no setor pra bater um papinho mas aí ela começou a estar sempre ocupada. Sinal vermelho. Eu, que estava começando a me preparar para chamá-la pra sair desanimei ao ver que ela passou a ser fria comigo. Dói. Dói ser homem.

Tem uma paquera que já contei aqui no meu post sobre a viagem a trabalho que fiz, que é a da secretária do setor. Eu sou totalmente apaixonado por ela, ela é linda e maravilhosa, me deixa louco em todos os sentidos. Porém não consigo flertar com ela pois eu travo, nem puxar conversa, pois ela é tão legal comigo que não gostaria de estragar isso pois ela ficaria enojada de um assistente bundão pobre e feio dando em cima dela. Bem, normalmente eu não tenho receio de conversar, ser rejeitado, afinal, ser homem, pobre e feio é ser rejeitado e humilhado todo santo dia da sua vida, mas ela realmente acaba comigo.

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Finalmente, o caso mais emblemático do meu desespero e rejeitada master foi tentar literalmente comer a moça que serve o café. Novinha, simples, pobre, baixinha, dá pra ver que é de periferia mas aparentemente humilde. Comecei a quando ia pegar água ou chá, tentar puxar assuntos idiota sobre o que ela tinha preparado tal, sorrir pra ela, ser educado, até mesmo ajudá-la a pegar algo no armário. Um dia, para tentar dar uma estocada maior e iniciar conversas legais, eu perguntei o que ela tinha feio no final de semana. Porra, ela fechou a cara na hora e falou “nada, o que a gente faz é da nossa conta”. Que paulada. Tentei sair de boa da situação e disse “com certeza meu bem, é que tava um sol tão legal não é, gosto de saber das atividades da galera, deixa eu levar esse chá pra minha mesa”. E saí de fininho.

Esse caso foi o último. Resolvi contar só agora todos eles pra fazer um post só. É pra verem que nada é facil para pobretões feios de cargo ralé.

E as casas de massagem continuarão a fazer parte do meu destino. Não me culpem. Pelo menos lá, com panicat eu sou rei, pois na vida real sou ralé até pra mendigas viciadas em crack.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Porque todo chefe é canalha e opressor?

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Uma das piores coisas na vida dos pobretões trabalhadores é trabalhar. Empregos sub-humanos, salários ridículos, politicagem, colegas pau no cus. Tudo aguentamos pelo nosso sagrado aporte.

Porém uma das principais causas de depressão e tristeza na vida dos pobretões trabalhadores do meu Brasil tem como maior causa um ser satânico, mandado pelo capeta para destruir a alegria de viver dos trabalhadores: Os chefes. Este post é um post mal criado (exemplo 1) portanto esteja avisado como sempre faço neste tipo de texto.

Chefes são compostos de todo líder (mecânico líder, líder de turno, capataz), coordenador, gerente, diretor e presidente. Estes são os cargos dos opressores.

Porque todo chefe é um bastardo de merda? Primeiro que no mundo do trabalho e na vida, os piores seres humanos vencem. Quanto mais mal caráter, canalha, opressor, filha da puta, psicopata, sociopata, problemático, egocêntrico, bullyng, sem bom senso alguém for, maiores as chances de subir na vida. Nas empresas brasileiras e mundiais isso não muda. Tal qual na escola os piores sujeitos pegavam as mulheres, praticavam bullyng nos outros, eram admirados, e nas empresas (uma escola para adultos) não é diferente.

Vejam só as principais opressões que os chefes fazem. TODO chefe é um grande filha da puta:

- Obrigar o pobre trabalhador a ficar depois do horário – Escute aqui seu grande demônio (não adianta ir na igreja rezar do lado da esposinha seu merda, enquanto você é um babaca com seus funcionários): Que direito você tem de fazer um funcionário ficar depois do horário? Quem você pensa que é? Deus? Você NÃO TEM ESSE DIREITO. Deixe o pobre trabalhador ir para casa para sua família, ter qualidade de vida. Não paga hora extra e banco de hora? Minha nossa, como alguém pode viver consigo mesmo? Sério como alguém vive na pele fazendo isso? PARE DE PEDIR COISAS PARA DEPOIS DO HORÁRIO. Pior aqueles que na sexta a noite inventam merdas. Estes mereciam ser espancados por grupos de pobretões em praça pública.

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- Levantar a voz; Dar uma de machão; Gritar na frente dos outros; Fazer cara feia; Falar ironias: Essa é uma das coisas que mais me deixa embasbacado. Gordinhos, barrigudos, carecas, baixotes, feiosos, molengões que em uma briga física com qualquer pobretão trabalhador levariam surras violentíssimas com risco de morte caso brigassem na rua, balada, etc, mas que agem como verdadeiros machões lutadores de vale tudo, verdadeiros Minotauros, Andersons Silvas com seus funcionários. Adoram levantar a voz, gritar, fazerem olhares dignos daquelas encaradas antes de lutas de vale-tudo, batidas na mesa, violências emocionais. Eles, devido um cargo, cometem esses abusos pois sabem que tem o poder de destruírem uma família, fazê-la passar fome, perder a faculdade do filho, a prestação do apartamento, a dignidade. Por terem esse poder agem como brucutus que numa briga física seriam destroçados pela ira do pobretão trabalhador. Escute aqui seu pedaço de merda: Você é um NADA. Deus irá fazer tudo o que você faz virar contra você. Você pegará cancêr ou ainda um dia um trabalhador irá espancá-lo e possuir sua esposa na SUA FRENTE. É o que você merece.

- Pedidos impossíveis; Cobranças estúpidas; Metas loucas: Todo mundo sabe que chefes são os que menos trabalham. Veja só como ser um chefe: “FAça isso, isso e aquilo. Prazo: Amanhã”. Pronto agora relaxe, ligue pra sua esposa trófeu, pague contas, curta reuniões com seus pares e ria muito com seu bafo nojento de café. Estes merdas fazem cobranças, impõe metas, tarefas que consomem a vida do trabalhador que precisa se virar para conseguir. Não consegue pensar em outra coisa pois pode perder o emprego. Isso não é vida.

- Injustiças; Excesso de rigidez; Mandonismos; micro-gerenciamento: Quem nunca foi injustiçado por um chefe? Quando ele chega pra você e diz que você deveria ficar mais depois do horário. Quando ele fala que você ri demais. Quando ele fala que você não pode conversar no trabalho (e todos fazem). Quando ele reclama de tudo o que você faz. Quando ele não deixa você ir no médico ou reclama quando você fica doente. Quando ele recusa suas férias. Todo chefe faz isso. Cada passo que você dá é um motivo pra esse grupo de soldados infernais mandados diretamente por Judas, Satã, Hitler, Stalin do inferno para acabar com nossas vidas.

- Reuniões inúteis: Todo chefinho é fã de reuniões. Para se mostrar o fodão, ele passa horas falando, falando, falando, deixando todo mundo puto. Gosta de apontar dedos, humilhar, gritar, fazer ironias, sarcasmos na frente dos outros funcionários. Adora ficar se fazendo de poderoso, cortar os funcionários, pedir coisas idiotas. São fãs de público, de platéia. Querem poder, querem parecer importantes. E aí chegam em casa é o capacho corno (e até fã de swing) da esposa. Pode uma coisa dessas?

- Se exibir na frente dos outros: Quem nunca passou a situação do chefe usar você para mostrar poder? FAlar alto, dar uma ordem, fazer cara feia, culpar você para ficar bem para o superior ou par. Estes canalhas não tem nenhuma honra ou dignidade. Querem salvar a pele ou se embriagar na sensação de poder trazida por mandar em outro ser humano. E para isso eles lhe usarão, dando ordens impossíveis ou passando listas de coisas para parecer fodão.

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- Ser o garanhão das funcionárias e das esposas dos funcionários: Todo chefe se acha o don juan. Sempre é mais benevolente com as funcionárias. Adora pegar uma para proteger para poder ter outro contato feminino. Acha que toda secretária, recepcionista e estagiária acha ele o bonzão. Ai do funcionário que for mais brilhante com as garotas pois isso é inaceitável. Alguns chefes em happy hours, festas em família ou quando encontram em locais seus funcionários acompanhados, adoram se engraçar para as esposas. Fixam os olhos, dão beijinhos no canto da boca, fazem piadinhas, tentam ser charmosos, mostrar poder. Eles querem que elas vejam que quem manda no marido é ele, portanto o homem que está do lado é inferior. Quem deveria ir pra cama com ela era ele por ser mais poderoso. Estes caras são doentes e já soube de um caso de chefe que quase que exgiu a esposa do funcionário se não o demitiria. É isso mesmo que você ouviu.

Bom, eu já vi de tudo os chefes cometerem. NENHUM chefe presta. Todos fazem merda e oprimem. Já vi gritos, olhares feios horríveis. Já vi ameaças de se não ficar depois do trabalho (mesmo sem precisar) de perda de emprego na minha frente (e pra mim). Levantar a voz é direto. Do funcionário querer ir almoçar e o chefe proibir falando que era muito cedo e pra ficar com ele. De chefe fazer cara feia e ficar puto do setor sair no horário. De humilhações. De dedo na cara. Pedidos e cobranças sem nenhum sentido e sem possibilidade de executar (exemplo, fazer uma proposta para licitação que nem tinha saído).

Estes são os chefes. A grande desgraça do planeta. A grande causa de depressões e suicídios no trabalho. Os hipócritas do mundo. Tratam bem seus filhos e esposa, vão pra igreja e se acham “cidadãos de bem” que vão pro céu, todo carinhoso e fofinho enquanto causa dor, angústia, violência mental em outros seres humanos.

Se algum de vocês é chefe, vão pra puta que lhe pariram. Vai lá machão. Encare seu funcionário fora do trabalho. Opressores. Canalhas. Covardes.

Justiça trabalhista neles!

Forte abraço!

domingo, 7 de outubro de 2012

Os candidatos à prefeito tem alguma proposta para homens jovens e pobres?

Não tem nada pior no Brasil e nos municípios que ser um cara que é jovem homem e pobre. Isso porque nenhuma “politica publica” atinge de forma direta e efetiva este grupo.

Vamos ver as proposta dos candidatos em São Paulo onde graças a deus não tem nenhuma mulher na luta pela prefeitura. Temos Russomano, Serra e Haddad.

Todos estes 3 rapazes só sabem falar de beneficiar o sexo feminino. Os homens jovens e pobres são os menos beneficiados. Toda hora estes 3 caras falam de coisas que são tudo direcionados à porcaria do sexo feminino, sendo elas: Clinicas para mulher; Creches, escolas com horario estendido com quadras esportivas; Postos de saude com exames especiais (a maioria para mulher).

Estas 3 merdas são gritadas pelos candidatos. No que isso beneficia eu, um homem jovem e pobretão (e feio)? Nada. Clinicas e postos de saude normalmente beneficiam as mulheres tanto na escolha das filas, exames e na especialidade (depois dizem que homem morre cedo porque é um vagabundo que nao vai no médico). Além do mais homens pobres não são permitidos sair do trabalho para ir num posto de saúde. A outra que é a merda da creche só beneficia mães e familia incompetentes de merda que são incompetentes de não se sustentarem no salario do homem ou porque temos uma mãe de merda solteira pra pesar no estado e ferrar todo homem responsavel, jovem e solteiro. De fato, quanto mais creches nojentas cheias de crianças bastardas, ranhentas e feiosas, maior o incentivo para mulheres disputarem o mercado de trabalho com homens como nós, diminuindo as vagas e rebaixando o salario. Qualquer mulher pode casar, se reproduzir e arranjar sexo e maridos. Nem todo homem pobre e jovem pode fazer o mesmo. É justo isso, nós ficarmos sem amor, dinheiro e lugar na sociedade?

Agora o que beneficiaria nós homens jovens e pobres? O trânsito beneficia a população inteira como estes 3 caras ficam falando de metrô e busão. Segurança, a guarda municipal so mete a porrada em nós pobres jovens homens solteiros feios lutadores e nunca defende nada.

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Empregos. Isso sim afeta. Mas o que os prefeitos sugerem? Nada. Não tem nada para defender a gente dos chefes opressores, nenhuma lei que impeça o trabalho nos sabados e domingos por lei no comercio para derrubar empresarios canalhas e seus gerentes filhas da puta, nenhuma lei impedindo o assedio moral atraves de maior ISS, multas, nenhuma lei falando sobre como chefes devem baixar a bola e tomarem cuidado com o tom de voz, os pedidos de tarefas impossiveis e os horarios proibidos apos as 18:00 se não tomariam porrada do peso da justiça inclusive com sua esposa e filhas confiscadas para prazer do trabalhadores como preço a ser pago. Nada. Eu sei que a lei municipal é lixo e não tem força versus empresas mas pelo menos menções de união com o judiciario estadual para ajudar nós contra a opressão diaria.

Os prefeitos não ligam para os homens jovens e pobres. Apenas com as mulheres e com os homens ricos. Creches imundas, hospitais para nojentas, leis de proteção, assistencia social, clinicazinhas, programas sociais, tudo para que as mulheres que ja tem amor, sexo e prazer na vida continuem vivendo por aí fazendo sexo casual nas baladas com playboys enquanto os homens pobres e jovem sofrem com solidão, pobreza e com desdem dessas proprias mulheres que nos xingam de fracassados e vagabundos sem que tenhamos culpa.

Até quando nós homens pobres, jovens, e feios vamos aguentar essa opressão privada e publica?

Nada me beneficia. Eu pago imposto, sou o mais exigido, cobrado e humilhado pela sociedade e não recebo nada em troca. Porque deus, porque ser homem feio e pobre é tão terrível?

domingo, 16 de setembro de 2012

Happy Hour: A hora da tristeza de um pobretão

Happy hour é nome que se dá para aquele momento após o trabalho em que colegas de trabalho se reúnem para “confratenizar” e “relaxar” após um dia de trabalho.

Eu odeio happy hours que são uma maldita tradição paulista. Eu tento escapar de todas as formas possíveis. Tento inventar as desculpas mais esfarrapadas possíveis. Mortes. Compromissos. Deveres. Nada funciona pra sempre e ás vezes sou obrigado a frequentar estes momentos terríveis principalmente quando chefinhos babacões decidem convocar ou vão. Nunca falte um happy hour convocado por um chefe ou você está fudido. Sim a opressão cruel dos chefes ocorre até mesmo depois do trabalho, não há paz, escapatório destes seres canalhas dos infernos.

Quando se combina um happy hour é sempre o chefe ou um babacão fodão playboy que inventa que tem que comemorar algo. Quartas e quintas são vitimas destes dementes viciados em socialização inútil.

Chega nos happy hours é sempre a mesma merda. Eu tenho que pegar carona com um playboy fodão, sento no banco de trás (pois no da frente vai uma funcionária gatinha óbvio), e fico ouvindo as músicas que ele coloca, o cheiro de colônia masculina cagando o carro inteiro me contaminando e deixando as mulheres do carro excitadas enquanto eu fico lá com cara de bunda.

Chegando no local de merda do happy hour eu fico muito puto e preocupado pois, primeiro, eu bebo demais, ou seja, se eu tomo uma, eu tenho que tomar 20 e obviamente tem trabalho no outro dia e os playboys iriam ficar comentando entre si que o “pobretão é um beberrão” o que ficaria péssimo pra minha imagem no trabalho o que faz eu ter que ficar economizando e segurando bebunzice.

Segundo que eles começam a pedir um monte de merda pra comer, beber e eu sei que no final tudo será dividido na conta e eu fico muito irritado de ter que gastar a cota de lazer que tenha com pessoas que não gosto, não quero estar junto e que são chatas pra burro.

Os colegas idiotas mal se sentam sacam seus malditos iphones e galaxies para fazer esta merda de check-in no facebook e comentarem com quem estão e ficam meia hora digitando nestas merdas de celulares com seus amigos enquanto eu fico totalmente desconfortável com meu celular lixo de 60 reais que não faz nada dentro do bolso disfarçando ao máximo que posso. Vou ao banheiro, vou ao bar, vou na rua, até que as conversas e zueiras comecem. È terrível o meu sofrimento. Eu ODEIO smartphones.

Após algumas rodadas de cerveja as mulheres ficam soltas na própria mesa de colegas e alguns playboys tentam tirar vantagem obviamente. Os outros colegas homens passam para a caça nas outras mesas para explorar outros sabores. As paulistas idiotas se escondem por trás do alcool e de sua vida infértil, inútil, feia e workaholic para tentar caçar algum babacão gerente ou acima fodão para poderem se exibir para suas amigas ou ter status. Em São Paulo é assim, sexo no happy hour também envolve network, trabalho, dinheiro e workaholismo. Nojentas.

Obviamente um pobre feio como eu fica totalmente descolado dessas coisas. Sem chances com as coleguinhas e feio demais para arriscar a ser rejeitado na frente de seus colegas homens indo para outras meses eu disfarço ao máximo tentando ir bastante ao banheiro, fazendo “sumiços” na rua e no bar para “pegar bebida”. Uma tática que funciona é buscar pegar a mais bonita do grupo que normalmente tem como amiga uma feia e ficar conversando como aquele amigo gay que toda mulher gosta. Eu grudo nelas e fico lá disfarçando que sou amiguinho só para passar o tempo ou os playboys não me humilharem tentando me empurrar para mulheres lindas ou jogarem suas mágoas em cima de mim. Isso funciona muito pois mulher adorar amigos gays e apesar delas saberem que não sou gay, o fato de eu não dar em cima as faz me dar moral e passar o tempo. Triste, humilhante mas necessário para um pobre feio fudido como eu

Ao passar da noite muitos ficam bêbados. Aliás todo mundo. Começam as cantadas mais fortes de pessoas intra-empresa o que é perigoso pois gera comentários porém alcool faz todos fazerem merdas. Como sou forte eu só fico no balcão observando, o que é uma vantagem de ser pobre alcoolotra. Eu só faço merda no bar do meu amigo (cair, falar que vou abrir bar, dar em cima de coroa de 50 anos, fazer proposta de franquias, sociedades, ir no puteiro, empurrar colega pra travesti), porém em happy hour eu fico como um marujo observando a maré anotando mentalmente o que está rolando. A vagabundagem das paulistas que no trabalho com suas tatuagens nos pés (moda fortíssima na cidade) se acham as perfeitas, poderosas e intocáveis, dá lugar para um comportamento nojento, imundo e propenso a ficar com os mais babacas, fortinhos e ousados. Eu fico horrorizado, as mulheres mais feias aproveitam para anotar para falar mal depois. Os playboys que se deram mal ficam putos e começam a ir embora.

Pego carona com o mais bêbado que mora perto. Sento no banco da frente. Começam os papos de amizade, de que sou “demais”, que “que bom que vim para a empresa”, que “vagabundo x é um filha da puta”, que “vadia x é muito gostosa”. Eu apenas digo que é verdade louco para poder dormir para voltar inferno no outro dia. Estes filhas da puta bêbados adoram dizer que são seus amigos durante o alcool mas no outro dia nem se lembram do que rolou. Eu não sou assim. Amizade é amizade. Se no bar, mesmo bêbado você fala uma promessa, ela deve ser cumprida. Canalhas.

Chego em casa triste. Gastei dinheiro, não peguei ninguém, não fiz amizades, ninguém quis saber de mim, nenhum amor, e estou cansado para o outro dia. Porque estes vagabundos insistem em happy hour?

Ninguém quer ser amigo de um colega opressor de trabalho. Trabalho é algo terrível. Happy hour não existe, é apenas para fodões que ganham bem e são bonitos e não para pobres trabalhadores.

Se você organiza, gosta, convoca ou faz happy hours, faça um favor e pare com essa merda ok? Pare de ser um grande filha de uma puta. Se você tem namorado/a e participa, outro vai tomar no cu pra você.

Relacionados: A comparação do fim de semana de um playboy e o meu fim de semana de pobretão, A tristeza de ser pobre e ver todos os ricos pegando as mulheres lindas, Todos são felizes e bem sucedidos no Facebook. Menos os pobretões como eu., A tristeza de ser um pobre em festa chique de ricos

domingo, 9 de setembro de 2012

Reuniões de trabalho: Um pobre feio humilde contra playboys bonitos fodões

Uma das características do meu novo emprego é que o número de reuniões com clientes é bem maior que do meu antigo emprego além de reuniões interna intra-setores. Este é um post mal criado e irritado tal qual este link, então estejam avisados. Todo post sobre empresas é mal criado fora do meu comum então eu gosto de avisar para não me acharem babaca.

Eu odeio reuniões. Reuniões são uma das piores coisas que existem na iniciativa privada. Chefinhos pau no cus bad boys adoram convocar reuniões. Sabe porque? Primeiro que 99% são uns narcisistas canalhas que se acham os hérois dos empregados e superior a Jesus. Isso faz com que ele adore liderar reuniões para falar alto, cortar pessoas, cobrar de forma cruel e “brilhar” na frente de todos se achando poderoso. Segundo que a sensação de poder que a reunião traz para o convocador e orador é alta e isso faz com que a testosterona aumente, a sensação de importância cresce então o respeito que ele não tem das mulheres na rua ou esposa em casa ele consegue dos pobres trabalhadores esforçados da empresa. Competição de esperma superior pura. As reuniões são absurdamente chatas, eu fico com fome pra burro, entendiado e puto com minha vida.

Dia desses eu estava lá triste olhando para o monitor fazendo tarefas humilhantes, incomodado com o fato que este emprego estava começando a ser uma merda como o antigo quando o coordenador babacão chegue e fala pra mim:

- Pobretão vamos fazer uma reunião com o cliente e você está dominando assunto X, faça uma apresentação sobre isso, me passe e amanhã vamos no cliente mostrar.

- Eu farei isso, que horas é a reunião?

- É pra ontem bonitão.

Legal hein seu FILHA DUMA PUTA. Primeiro seu canalha machão, não é assim que se comunica com uma subordinado. Segundo que passar prazos e orientar é SUA função. Palhaço. Ah se eu te pego na rua ou pego sua esposa... (ele tem uma mega aliança de ouro pra exibir a esposinha pros pobres solteiros fracassados do trabalho como eu).

Fiz a apresentação de merda. Passei para o cagão machão que se acha o Vitor Belfort no trabalho e ele mandou correções e eu corrigi.

No outro dia fomos na reunião no cliente. O gerente não pode ir de última hora que delegou para o coordenador machão para conseguir fechar alguma coisa com os clientes. Isso foi de grande importância para o coordenador bundinha pois ele mostraria serviço e responsabilidade. Vamos falar um pouco dele: Ele é um cara alto, típico playboy paulista, tem um sedan fodão (não vou falar pra não ficar na cara), formado em facul de renome, mora em bairro legal da zona sul e malha pesado e adora se exibir com ternos legais de nome.

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Eu sou uma merda que vai de busão pro trabalho, terno fudido, gravatas  ridículas desbotadas, feio, magro fudido da Etiópia, que mora em bairro merda e com família de pobres inúteis e alcoolotra frequentador de casas de massagem.

Este bundão chega pra mim e diz que é importante irmos bem, é vital e coloca o meu na reta caso dê merda. Como que é vagabundo riquinho? Peraí, eu sou um mero assistente pau no cu de salário lixo e você um coordenador, como o meu está na reta, se vender eu NÃO GANHO NADA seu vagabundo. Vagabundo. Vagabundo. Vagabundo.

Irritado e puto, baixo a cabeça e sigo triste com ele para o cliente. Chegando no cliente somos levados para uma sala sinistra de chique. O Coordenador está ansioso e olhando pra minha cara empolgado. Eu estou com minha cara de sempre de triste pensando na hora de ir embora. “Workaholic babaca” penso eu. O coordenador tenta puxar papo. Fala do jogo da seleção que ele vai e se eu vou. Digo que não. Começa a falar merdas de futebol. Para não humilhá-lo (todo pobre sabe tudo de futebol, tática, regras, escalação) apenas concordo triste com as merdas que ele fala. Babaca.

De repente entram na sala um monte de playboys de terno jovens, um mais forte e bombado que o outro (porra pareciam modelos, sem viadagem), cheios de marra, falando alto, gritando, fazendo moral, batendo na cadeira, jogando caderno na mesa, olhando demoradamente no olho meu, mirando dos pés a cabeça, avaliando. Com cara de mal eles falam direto “Bora começar aí, vamo lá, quero ver esses caras se é bom mermo”.

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O Coordenador manda então eu apresentar. Um frio na espinha corre em mim. Eu? Ele cagou nas calças e pediu para eu apresentar e que ele faria as considerações durante. Muito bem. Passo pra a apresentação. Começa a mostrar os slides da apresentação e as caras de ódio, raiva, sinais negativos com a cabeça iniciam nos playboys clientes. A princípio pego de supreso eu lembro de um lema que meu pai ensinou pra mim: “Seja pobre, mas seja orgulhoso. Não deixe as pessoas passarem por cima de você”. Sinceramente isso eu pensei na hora. Eu estou cansado de ser humilhado por ricos, de não ter uma mulher bonita na vida e eles terem, não ter nada, carro, nada, nada é bom na minha vida, nada. Pensando nisso eu mantive a postura e levantei a voz e comecei a bater na cortina dos slides apontando as coisas, fazendo entonações. Quem vocês pensam que são seus merdas? Me respeitem.

Os playboys então ao final da apresentação começam um massacre de perguntas. Gritam, fazem suspiros após MINHAS RESPOSTAS (O coordenador estava congelado de medo), batem na mesa, abrem os braços, tocam uns aos outros, riem, botam a mão na cabeça, fazendo sarcasmos. Eu respondo a tudo conforme o conhecimento que tenho no produto e na análise que EU FIZ.

Após tudo isso o coordenador pra fechar fala umas merdas e tentar ver se fecharia alguma coisa. Os playboys não curtiram nada e disseram que iam ficar de ver e marcar. Claramente uma derrota.

Na saída na rua o coordenador começa a ficar putinho, preocupado, falando “porra que merda que merda, e agora, não deu, que porra foi essa”. Eu só fico quieto. Queria poder falar umas verdades pra ele. Dizer que ele é covarde. Que os playboys cliente estavam com a cabeça feita. Que era função deolle apresentar. Ele meio que tenta me criticar mais não pode pois não fiz nada errado. Ele sabe que foi uma bicha. Uma grande bicha playboy medrosa.

Moral da história: O gerente ficou surpreendido e não curtiu muito. Vai tentar recuperar o cliente playboyzeira. Eu fiquei feio na foto por tabela obviamente além de ter sido humilhado por playboys desrespeitadores e tratado como uma mulherzinha por um coordenador covarde.

E ainda sou criticado por odiar trabalhar, odiar playboys e ser obcecado por ser milionário... Como eu odeio viver, como eu odeio paulista, como eu odeio ser pobre, como eu odeio a humanidade.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quais as profissões que mais pagam bem para ser milionário?

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Quando você tem 17, 18 anos você é todo sonhador e retardado pensando em como você quer fazer algo que “você ama muito” para “mudar o mundo”.

É uma pena que nosso jovem sonhador não se toque que a escolha do curso na época de vestibular decidirá sua vida pra sempre e ele poderá amargurar uma vida de pobreza e salário patéticos.

Desde quando eu era pequeno eu era bombardeado pelo meu pai e meu avô e avó sobre 2 profissões que eles falavam aos amigos que eu faria na minha frente naqueles papos orgulhosos do que o “prodígio” faria quando chegasse na vida adulta. Meu pai disfarçava mas ele queria que eu fosse engenheiro. Profissão de “macho”, de “homem forte e inteligente”. Meus avós principalmente o meu avô sonhava em ter um neto médico. Aliás boa parte da família confiava em mim para ser médico.

Infelizmente, eu, um cara retardado ridículo não segui os conselhos e expectativas de meu pai e meus avós (ambos falecidos) e escolhi uma profissão absolutamente ridícula, digna de muita pena, sem perspectivas e nada masculina.

Ao lembrar dos meus avós e o sonho do primeiro médico da família eu fico muito emocionado e uma torrente de lágrimas me invade por mais que eu resista (vá pra merda machões playboys riquinhos, venha ser pobre pra ver), e toda vez que vejo um jovem de jaleco branco sinto uma forte inveja e uma decepção comigo mesmo. Médicos tem moral, respeito, mudam o mundo, ganham bem pra caralho e ao ficarem mais velhos ficam com trabalhos molezas nos consultórios além de pegar geral (enfermeiras, pacientes e claro, diga na balada que é médico e veja todas querendo casar com você). Nós da comunidade de blogueiros até temos um médico concorrendo no ranking de patrimônio, confira lá o blog dele.

Bom, vamos ao assunto do post. Eu coloco aqui pra vocês os salários iniciais e de sênior (6, 8 e 10 anos de experiência pode-se considerar um sênior) das diferentes profissões:

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Fica claro quem são os perdedores e os vencedores. Veja que eu nem quis colocar psicologia, turismo, relações internacionais, nutrição, fisioterapia, jornalismo, letras, fonoaudiologia, ciências sociais, políticas, filosofia de tão ridículo que os salários são e em alguns casos saturados e inúteis (é isso mesmo que você ouviu).

Se você quer uma profissão para ser rico, ganhar bons salários iniciais e de sênior para que possa aportar alto em busca de ser milionário, você claramente deve escolher 3 profissões: Medicina, Engenharia Mecânica, elétrica e Civil, e ciências da computação desde que tenha talento.

Qualquer coisa fora disso você estará apto a se fuder na vida, não podendo sustentar panicats, Camaros ou pior, nem casar com uma pobretona de periferia e sustentar 2 bastardos. A escolha da profissão é o mais importante passo rumo a milhão e ao ganho de status perante a sociedade e infelizmente muitos pobretões não estão preparados para essa escolha.

Até hoje me arrependo amargamente da minha escolha e isso me custou um salário patético na pior cidade do país (São Paulo), da decepção que causei ao meu querido pai e claro, ao pensar em meu pobre avó e avô falando com carinho para mim como seria bom um médico para cuidar deles e ao saber que exatamente minha vó faleceu por uma condição tratável, correndo para o hospital na ambulância e morrendo dentro dela nos braços de minha mãe bastou para que eu nunca me perdoasse por ser tão preguiçoso, burro, ignorante, incompetente, sem talento escolhendo uma profissão de perdedores, fracassados e idiotas.

Cuidado na escolha de sua profissão. Esqueça “vocação” foque em dinheiro e status pois é isso que conta no mundo. Não envergonhe sua família como eu fiz.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A comparação do fim de semana de um playboy e o meu fim de semana de pobretão

 

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Quando chega o final do expediente de sexta feira, dia da semana com um clima diferente, gostoso e cheirando a sexo e felicidade em todo o planeta terra, começa uma verdadeira guerra de classes e poderes financeiros.

É o fim de semana que separa os pobretões dos playboys, ambas as classes em eterna guerra por um lugar ao sol e nos corações femininos.

No meu trabalho eu já observo que o número de ligações durante o dia aumenta entre os playboys solteiros ricos e chefes. Os primeiros estão combinando com a galera ou viagens de final de semana para RJ, Goiás, Florianópolis ou Salvador rápidas ou, o mais comum, baladas e shows loucos que vão bombar. Os segundos combinam com as esposas gostosinhas interesseiras jantares e restaurantes especiais.

O fim de semana do playboy rico de via boa

Os playboys solteiros, os algozes de nós pobretões e eternos rivais, começam a sexta por volta das 18:30 da noite a corrida para a academia para malhar o quanto antes em uma rotina de exercícios mais leve porém que deixe os braços e peitos especialmente mais duros e grandes (“pumped” como se diz em inglês), para impressionar as patricinhas loiras gostosas.

Nosso playboy malha forte, toma seu whey protein (suplemento de leite para ficar fortão e inchado com músculos), coloca sua camisa da Calvin Klein em forma de “V” para mostrar o peito depilado e os braços inchados e parte para a vila madalena, bairro das baladas sinistras de São Paulo com seus amigos a bordo do seu tradicional carro da Hyundai I30, Audi A3 novo ou ainda Focus Branco novo para conquistar alguma foda noturna e abrir a comissão de frente de sexta feira em grande estilo.

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No bar nosso playboy héroi busca já negociar com seus amigos o whisky da noite com enérgetico, coloca 2 na mesa e inicia-se o jogo de paqueras com as loiras lindas da noite de forma ostensiva e emocionante. Ele sabe que ele é visado e tem confiança em si mesmo.

No sábado se ele não comeu alguma patricinha ele parte para dormir de manhã fortemente, ao chegar de manhã sai com a famíllia rica para um restaurante fodão de São Paulo (ou com amigos) comentar a noite passada ou curtir uma cerveja Bohemia de leve. De tarde faz um ciclismo com sua bike cara, fica no facebook ou curte uma praia caso viaje com seus amigos. Às 19:00 começa a nova preparação para a balada com seus amigos e no sábado a balada é mais forte e ainda mais cara porque é onde a maioria do sexo casual no Brasil rola. Nada muda de sexta, é pura emoção, Johnny Walker na mesa, curtição, camisa apertada de marca e muita grana no Hyundai I30. Motel após com a loira patricinha. Domingo é dia de família, ressaca e futebol nos estádios paulistas para o time que ele torce. De noite ele nem sente a depressão pois a vida é boa e bela, não há preocupação em perder o emprego, de fato a excitação até rola para contar aos amigos de trabalho as aventuras do final de semana.

O fim de semana do pobretão de vida ruim

Sexta feira chega e eu abro meu arquivo excel no meu trabalho lá pelas 15:00. Observo friamente meus gastos do mês para ver o que tenho para gastar no final de semana. Ok, tenho 30 reais. Um olhar triste por 10 segundos na tela ocorre. Tomo um tapa nas costas do meu colega de trabalho playboy e acordo disfarçando. Dou um sorriso amarelo e penso “Vai ser cachaça direto, 2 cervejas Brahma no bar do meu amigo e 2 cachorros quentes, um pra mim e pra mãe e pai este final de semana”

Chego em casa às 19:00 ou 19:30. Observo minhas 3 irmãs sempre no desespero tradicional deste dia. Sou o mais velho. A segunda mais velha agoniada porque quer sair mas precisa de carona e baladas ladys free. A do meio tentando ser carregada com a mais velha. A mais nova no tiroteio não pode sair mas sente o clima de todos os irmãos ruim e tenta consolar a todos e fica pior ainda.

Falo para minha Mama que irei no bar do meu amigo enxer a cara. Ela humildemente fala “não beba muito filho e volte cedo”. Ela já sabe que sou cachaceiro perdedor. Vou pro quarto, abro meu armário lixo com quase nenhuma roupa decente para sair e pego uma das 3 de sempre. Tomo banho, coloco meu perfume de marca que economizo faz anos e coloco minha roupa legal. Vou num bar chulé mas gosto de me vestir como um homem decente.

1344084212391Minha irmã segunda mais velha olha pra mim e diz “vai sair pra beber é?” com tom sarcástico. Falo “Alguma problema gorda nojenta” e ela já se retrai e fica triste. Ela fala isso pra receber atenção. A irmã do meio diz tchau com um sorriso. E a mais nova, a que mais gosta de mim e que tem forte ligação por mim sai correndo e diz "Posso ir com você pobretãão beber todas?”. Ela fala isso pois me vê falando isso direto. A abraço e digo “quando tiver 18 anos”, e ela diz pra eu me cuidar e que vai sentir saudades e quando farei os deveres juntos. Digo que faremos e ela vai tirar 10. Ela ri um monte e corre pra mãe falar isso.

No bar do meu amigo encontro a galera e é sempre a mesma coisa. Nenhuma mulher. Melancolia. Até certa tristeza. Sei que é sempre assim no começo. Sento na mesa, peço uma caninha e uma cerveja. A cana é para acelerar a bebunzice e esquecer da vida horrível solitária de pobre e a cerveja pra tirar o gosto. É a tática de muitos dos mais velhos e eu, o mais jovem do bar já peguei. Chegam mais amigos e sentam na mesa. Começa a bebida a bater na cabeça e as discussões começam e a gritaria também:

- Aí filha da puta, jogador X do time Y vai destruir esse final de semana, tá fudido, vamo apostar aí?

- Ih olha lá mano, que otário, cadê o timinho cadê? Viado.

- Aí eu vi ali na marginal um motoqueiro se fodeu todo caindo passou por baixo do carro minha nossa.

- Porra sério conta aí?

- Ae Marquinho, o pobretão tá falando merda aqui, hahaha!

- Pobretão só fala merda, é um filha da puta

Todos riem e assim as conversas vão. Conversas ignorantes que se baseiam em futebol e gozações de homem basicamente. Quando o assunto passa para exército, política e naves espaciais as coisas viram uma putaria de ignorâncias sísmicas nunca antes vistas. Começo a gritar porque todo mundo só fala merda e vira uma brigaçada. Eu me divirto demais pois estou bêbado.

Volto pra casa muito mal, obviamente sem pegar ninguém e mais burro.

No sábado é terrível a ressaca e passo o dia passando mal porém se me recupero rápido, meu sábado consiste em abrir a geladeira escondido, pegar minha Vodka barata, minha garrafa de Coca, fecho a cortina, ligo o computador, coloco clipes musicais e músicas românticas da Roxette e passo o dia pensando na minha vida horrível vendo histórias de amor, mulheres lindas e imaginando uma vida melhor. Isso mesmo. O dia inteiro. Minha irmã mais nova às vezes entra, senta no meu colo, me abraça, vê clipes comigo, faz deveres e se vai. A gente se diverte porque eu faço merdas de propósito nos deveres colocando músicas sertanejas ou Star Wars e ela tira 10. De noite eu repito o que fiz na sexta se aguento. Domingo, eu compro um cachorro quente para mãe e pai e comemos em silêncio. O papo com meu pai no final de semana é o seguinte:

- Pai viu o jogo?

- Vi.

- Ganhamos! Que golaço do Y você viu?

- Golão, golão!

- Ei viu lá o acidente na marginal?

- Uhum que merda.

- Hm ok.

E domingo às 18:00 a depressão bate e muitas vezes choro. Acho que 30% dos domingos eu solto alguma lágrima devido o trabalho. Leio meu blog e vejo todo o ódio por ser pobre mas sinto e localizo os guerreiros pobretões que se identificam e isso me faz sentir muito melhor.

O programa da Globo Fantástico filha da puta termina após eu evitar a música do Faustão ao gritar muito com minha irmã mais velha pra não assistir aquilo quase batendo nela. Minha mãe grita comigo. Eu chuto minha cama ainda bêbado. Deito na cama pra dormir cedo. Minha irmã mais nova entra no quarto e me abraça.

O dia de um pobre de merda terminou. 50 anos de minha vida vivendo isso? Não. Não seu canalha.

Eu vou ser rico e sair desse inferno pois o pobretão way of life triunfará no final de tudo. Força pobretões. Força.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Os bordões e modas mais idiotas que as empresas usam contra seus funcionários pobretões

Nada me deixa mais puto e impressionado com as tentativas das empresas opressoras corruptas brasileiras e seus chefinhos mandões de inventar modas, palavras, bordões, jargões empresariais para pagar menos aos funcionários ou enganá-los com pretensa qualidade de vida e modismos empresariais. Eu vou xingar muito nesse post então não quer ler saia do blog e espere o próximo post.

Uma coisa que me faz rir de ódio é quando leio e ouço o RH (que é o setor da empresa dedicado a lhe oprimir, demitir e destruir sua alma) falando da “missão e valores” da empresa. Aí você vai ler a droga dos valores e vê lá “respeito”, “pessoas em 1º lugar”, “atitude”, “comprometimento”. Quanto porcaria irritante. Cale a boca sua empresa de merda. Respeito? E o que os chefes fazem e oprimem nós trabalhadores dia a dia? Cadê minha hora extra? Cadê o respeito com meu banco de hora? Aumentam a voz, pedem coisas inacreditáveis. E sobre comprometimento. Putz, me pague um salário que preste seus salafrários brutamontes mandados por Satã e aí sim eu posso me comprometer a entregar algo a mais. Enfie esses valores naquele lugar e pare de mentir.

Outras besteiras são esses babacas de terno e gravata falando absurdos em artiguinhos de RH, psicologia organizacional, cultura organizacional. Falam que “hoje o funcionário não olha apenas o salário e sim o reconhecimento, a oportunidade de viajar, a chance de mostrar talento, de mostrar habilidades e ser valorizados”.

1338599087594Como que é? COMO QUE É? Como que pode eu ter que ler umas coisas dessas e essas ovelhas, esses puxa-sacos concordarem nas conversinhas na frente do chefe ou nas pesquisas de RH de que salário não é a primeira coisa importante. Calem a boca. Queremos um salário gordo e horários legais para trabalhar, ninguém quer saber de bosta de reconhecimento (tapinhas nas costas), ninguém que se ferrar horas e horas depois do traballho para “mostrar talento” e nenhum ser humano se sente completo na porcaria do trabalho. Parem de inventar mentiras para pagar menos seu bando de corruptos, satanistas, pacto do diabo do caramba.

E quando tenho que ouvir os bordões e jargões bobocas modistas da área de administração? “Seja Assertivo e pró-ativo”. Essas 2 palavras irritantes me perseguem a anos. Assertivo virou modinha em tudo que é lugar. Claro, vamos ser assertivo na frente de um diretor e ter nossa bunda chutada pra fora da empresa. Pró-ativo? Você diz que eu devo fazer a mais do que a descrição de cargo a qual fui contratato amparado pelo estado de direito brasileiro e pelo ministério do trabalho sem receber mais? Vocês acham que eu tenho cara de escravo? Porque não me acorrentam num pau de arara de uma vez seus canalhas?

Outra palavra estúpida: “Você tem que ter resiliência”. Como que é? Resiliência? Pegaram uma palavra estúpida da física, trouxeram pro ambiente empresarial para fuder todo os pobres funcionários. É a capacidade de você levar porrada, humilhação, horários escrotos, exigências idiotas com um salário cu e aceitar tudo de boa com um sorriso. Seus bando de cultuadores de espíritos malignos, como vocês podem ser tão descarados?

Aí vem os modismos mais babacas e seus livros porcos: “Quem mexeu no meu queijo”. Livros do Bernardinho, palestras do Felipão, “O monge e o executivo”, “A Arte da guerra”, “Descubra seus pontos fortes”, todos os livros mais ridículos escritos por macacos papagaios. Vamos lá, eu vou escrever um livro de auto-ajuda organizacional: “Seja você mesmo. Faça o que tem que ser feito com garra e determinação. Você tem capacidade, lembre-se que nas dificuldades você pode superá-las com calma, persistência para superar e trazer ótimos resultados. Vá e vença!".

Nossa, não sou eu um grande escritor? Uau, me sinto tão bem agora, eu vou trazer milhões pra minha empresa, dar meu sangue e não receber nada, mas tudo bem eu sou um vencedor! Uau, palmas pra mim.

Outra grande besteira é quando a empresa tenta ser boazinha. Cheia de besteirinhas nas comunicações internas, promovendo qualidade de vida, cheia de bondade, descontinho na vendinha da esquina, vale refeição aqui, transporte acolá, cheia de papinho besta nos murais, com aquela palhaçadinha de “colaborador “ (é subordinado, parem de falar colaborador, é subordinado, pau mandado, escravo menos colaborador) mas chega na hora que importa que são horários que prestam, hora extra, salário decente, bônus decente, aumento anual bom, promoção, aí amigo, vira uma grande putaria, uma grande orgia de adoradores de extraterrestres satanistas fazendo o que querem com nosso traseiro.

Gerentinhos, diretores, papagaios da administração, psicológos organizacionais, puxa-sacos, workaholics e essas empresas anti-éticas brasileiras estão sempre inventando merdas para destruir nós pobretões.

Está chegando a hora de Satã me destruir dia a dia de novo pois minhas férias estão no fim. Todo dia ao dormir eu sinto o espírito dele nos meus sonhos. Mas eu tenho a água benta seu canalha.

E essa água benta é o meu Milhão.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A tristeza de ser um pobre em festa chique de ricos

Semana passada, Meu pai, pobre vendedor de uma fornecedora para grandes empresas chegou dia desses pra mim e disse:

- Pobretão júnior, um cliente meu ficou super meu amigo e me chamou para participar de uma reunião do clube do vinhos, você que ir? Pode ser bom pro seu network.

Vamos falar do pobretão pai. Cara sério da qual puxei o gosto pelo alcool, que fica um cara super legal quando bebe mas no dia a dia é mais quieto e irritadiço com a merda que rola no país politicamente. Nossa relação é conversar sobre a política de São Paulo, beber e reclamar que nunca tem dinheiro. Putz, sou meu pai basicamente. Ele se fodeu ao ter 4 filhos, sendo apenas um homem e 3 mulheres.

Falei que sim pois como falei adoro aproveitar comida e bebida de graça. Meu pai logo cortou o barato e falou que iríamos pagar e que a minha parte eu pago. Fiquei triste e disse que ia mesmo assim para não decepcioná-lo. Lá se vai meu gasto de lazer com panicats, mas tudo bem, pai é pai.

Chegamos lá e esperávamos algo simples, conversa e tomar um vinho.

Era na porra da Moema (bairro nobre de São Paulo), restaurante chique, mercedes, Ford Edge e vimos uma merda de um Camaro no estacionamento. Chegamos com nosso Palio Velho 1997. O valet olhou com cara de cu, meu pai ficou triste e o sangue me subiu e acabei fazendo algo que nunca faço, que é gritar com funcionários pois sei como é ser pobre e maltratado.

- ALGUM PROBLEMA CARA? TÁ OLHANDO O QUE? ESTACIONA ESSA MERDA ANDA.

Bati a porta do carro, estufei meu peito inexistente com meus braços mais finos que palito de dente. Encarei o cara que pediu desculpas. Fiquei impressionado comigo, pois sou um cara pra baixo, triste e cordial devido baixa auto-estima e confiança mas ao ver um membro trabalhador da minha família, meu pobre pai eu fiquei completamente fora de controle. Meu pai não falou uma palavra.

Entramos no restaurante já num clima ruim, porém ao entrar a coisa piorou. Vimos uma estante inacreditável com vinhos lindos, com logomarcas legais e gente toda fina que só.

- Merda estamos fudidos – Disse meu pai

- Caralho pai, e agora, puta merda, meu deus do céu, onde fomos nos meter?

Falei isso olhando pro meu pai com a mão no rosto enquanto ele observava de frente pra estante de vinhos. Quando eu e meu pai falamos muito palavrão um pro outro é porque algo está rolando. Pelo menos é o que minha mãe diz.

Mas, de repente, chega o amigo dele todo feliz falando “Eiiiiii aqui está você meu grande amigo, chega, chega, vamos sentar aqui, já começamos a degustação, hoje é só vinho francês para avaliação, você gosta dos franceses"?

Meu pai que não entende porra nenhuma de vinho disse que sim, adora, e eu falei para quebrar o gelo:

- Mer si bocú

Meu pai me solta um olhar feio fulminante mas o amigo dele gargalha e diz que somos demais. Meu pai então deixou passar. Quase me borro nas calças com o olhar de meu pai mas fico aliviado.

Tinha vários caras fodas de médias empresas de auto-peças, rindo a toa com a merda do IPI que baixou e a demanda aquecida dos otários comprando carros. Meu pai se saiu muito bem ao falar de negócios. Eu soltava alguns comentários inteligentes graças ao meu amigo do blog finança inteligentes (valeu cara) e um velhão lá ficou entretido comigo pelas minhas anedotas e aventuras na bolsa.

Porém, na hora de falar de imóveis e vinhos é que começou nosso desespero. Começamos a ver que cada degustação de vinho era rateada mas como era muito gente era pouco vinho então vinha cada garrafa cara fodona que eu comecei a suar frio e meu pai só no disfarce. Não sabíamos o que comentar sobre o gosto, sabor, teor.

Primeiro eu falei pro meu pai “observa os caras e repete tudo”. Foi o que fizemos. Um velhão falou lá dos sabor e teor da merda do vinho e eu repetia o que ele falava adicionando algum adjetivo a mais parecido com o que ele falava. O cara apontou pra mim falando “ahááá esse é o cara, exatamente, o cara é bom hein, conhece”. O alcool ajudava nas amizades e meu pai pegou a tática e aplicou e começamos a nos dar bem demais. Cada comentário dos ricões nós seguíamos mudando as palavras e olhando pro teto ou pro sommelier com cara de entendido. Nos salvamos.

Ao final da noite meu pai ficou sozinho com o amigo cliente que falou que adorou nossa presença e disse que semana que vem passa para conversar sobre mais compras. Disfarçamos para poder sair sem que vissem o Palio 1997. O preço saiu caro pra caralho mas devido o alcool só no outro dia nos tocamos do rombo.

Meu pai no carro falou que foi ótimo para a carteira pois haviam mais 2 caras interessados em descontos e peças boas e que eu fui excelente no comportamento e vital para ajudá-lo a se sair bem diante da elite paulista.

É. É assim a vida de pobres. Tentando subir na vida, humilhados pela linda condição dos ricos, tentando subir como podemos, se abraçando na união familiar, sonhando com dias melhores.

Que delícia a vida dos ricos. É por isso que busco o milhão. Fique aí na sua vidinha de casado com 2 filhos.

Eu vou ser rico e você?

domingo, 10 de junho de 2012

Dia dos namorados e os gastos de um homem para impressionar uma mulher

Neste dia 12/06 chegou o dia dos namorados, na terça feira onde as filas do motel serão enormes, restaurantes lotados, lojas entupidas e floriculturas faturando alto. Muito amor será feito, fantasias amorosas realizadas, acessórios utilizados e o homem que pagou a conta do restaurante (90% dos homens o farão) poderão exigir mais na cama de sua parceira.

Vamos aos gastos de um homem no dia dos namorados:

Restaurante de médio porte japonês. Pedido: Rodízio de Sushi mais vinho ou cerveja: Total: 160 reais.

Presente pra namorada: Segundo o Jornal hoje de sábado da rede Globo, os homens gastarão em média 200 a 260 reais (e elas 100 a 160 que vexame). Então é isso aí o gasto será de 300 reais pois o homem paulista adora usar grana pra impressionar e também tudo é caro por aqui. Ele vai comprar um sapato, perfume, roupa ou joía mais o buquê pra mandar pro trabalho.

Motel de médio porte por 6 horas com direito a guarda roupa fetichista e banheira na zona sul (nobre): 130 reais

Bom o custo disso foi de 160 + 300 +130 = 590 reais. Então fazendo aí um desvio padrão, os homens que convivem com mulheres de classe média ou classe média alta de São Paulo gastarão de 350 a 800 reais neste dia. Difícil ser menos que isso pois o combo restaurante, presente, flor, motel é tradicional. Por incrível que pareça os casados é que economizam nesta data a não ser que as esposas exijam um super restaurante.

Qual o prêmio que o homem receberá por tais gastos? Ao final da noite estará curtindo momentos de luxúria com sua companheira que espera-se faça um algo a mais depois de tantos gastos. Vale a pena? É justo elas se venderem assim? Isso nunca vai mudar e todo homem sabe que namorada = gastos absurdos.

E os pobretões feios solteiros, o que farão nesta data que costuma ser dolorosa para nós?

Vai ser complicado pois já ver toda hora casais na rua curtindo-se, torrando granas, dando beijos na boca, brigando é um carimbo na testa de fracasso e solidão feminina para nós pobretões.

Eu já estou até vendo as filas enormes no restaurante, observando as namoradas alheias todas bem vestidas, com calcinhas especiais por baixo das toneladas de calça jeans e botas neste frio idiota de São Paulo e eu lá, no bar do meu amigo junto com meus amigos fracassados. Nenhuma mulher quer caras feios, pobres, sem carro e desinteressantes em São Paulo. O mito de que basta ser esforçado e uma boa pessoa, pelo menos em São Paulo não garante nada de amor nesta cidade do capeta, ninguém quer “caminhar” junto comigo rumo ao milhão.

A única vantagem é que estarei mais rico neste dia. E que por mais que o sexo oposto mantenha um ar de eterno desdém por homens pobretões feios do Brasil, a luz do fim do túnel existe, e ela se chama R$1 milhão de reais.

Já baixei as músicas do Roxette e na terça a noite vocês estará tomando vinho com a digníssima e eu estarei ouvindo “spending my time” com uma garrafa de cachaça. Não se preocupe, não vou chorar. Só por dentro, como todo dia.

domingo, 27 de maio de 2012

As tristes férias de um pobre que busca ser milionário

Estava chegando em casa feliz pois minhas férias chegaram mas sempre tem algo que estraga tudo. Uma linda loira estava passando por mim e eu acabei olhando demais pra ela, virando a cabeça e me choquei com a placa de trânsito na cara. O pessoal do ponto de ônibus viu e começou a rir. Ignorei e continuei o caminho pra casa pois o que importa é a notícia boa.

Como já falei muito no meu blog, viagens representam um grande gasto para quem quer ser milionário. As pessoas tem um vício absurdo em viajar sempre que podem.

Viagens são gastos que não voltam. O que fica da viagem são fotos e momentos que não voltarão, tal qual o dinheiro. Dinheiro que poderia pagar sua independência financeira.

As férias de um pobretão rumo a vitória precisam ser bem trabalhadas pois é necessário relaxamento com baixos gastos.

Vendi 10 dias das minhas férias para garantir mais grana no bolso que serão investidas em ações maravilhosas do meu all-in. Eu acredito que apesar de odiar trabalho 20 dias serão suficientes para relaxar.

Passei este sábado fazendo a minha programação de férias. Ela consiste no seguinte:

- Comprar 5 vodkas e 5 refrigerantes para beber e ouvir músicas românticas pensando no amor que não tenho durante vários dias da semana.

- Ir no bar do meu amigo na segunda de manhã beber. Irei 3 vezes por semana lá (fora fim de semana)

- 2 visitas a casa de massagem para garantir um bom relaxamento e alegria de homem pois não tenho namorada e ninguém gosta de mim.

- Realizar entrevistas de emprego pois estou buscando uma nova posição com salário maior

- Estudar novas técnicas para o trabalho

- Buscar assistir filmes e séries para ficar mais interessante para as mulheres e ter o que conversar. Livros mulher não lê então não adianta ler.

Esses são os pilares das minhas férias. Vai sair super barato e meu aporte será ainda maior com a venda das férias e o abono pecuniário do 1/3 de férias. Ao contrário dos idiotas que só pensam em viajar e torrar 7.000 reais em viagens só pra postar no facebook e se exibir pros amigos eu estarei mais rico após as férias.

Sobre o novo emprego que busco, este é o grande lance das minhas férias. No meu blog as pessoas não gostam de mim pois eu calculei o número de odios que recebo e 70% dos comentários são de raiva de mim, o que me parece normal pois brasileiro odeia pobre que quer ser rico e odeia sinceridade. Ninguém gosta de fracassados e isso não há negação que sou, financeiramente, profissionalmente e amorosamente. Tudo bem pois o milhão conserta tudo. Nesta linha, o que quero dizer é que apesar do ódio de que não faço nada pra mudar eu sempre estou buscando melhorar e percebi que pra minha posição é possível algo melhor em termos salariais (não em cargo) e apesar de minha empresa ser grande, uma média me oferecerá mais grana.

Alguns colegas de trabalho tiraram férias nos últimos meses e voltaram cheios de história pra contar do nordeste e alguns da merda da Europa. É engraçado que já começaram as parcelas da próxima viagem. Adoro perguntar pra eles os gastos, é o único momento que me interesso pelas conversas deles, saber das finanças dos outros. Calculo que em 5 anos os gastos com férias que incluem passagem, diária de hotel, lembranças e os passeios e compras o gasto seja de 60.000 reais, sendo 2 viagens ao exterior e 3 pelo Brasil. 60.000 reais é muito dinheiro, chego a ficar nervoso com tal valor.

Um pobretão não pode almejar ser o fodão e viajado. Ele deve buscar juntar grana para ser maior e melhor. Uma viagem pra Salvador por 7 dias não irá mudar sua vida. Já 7.000 reais podem mudar sua vida ao gerar dividendos e juros maravilhosos.

Você quer trabalhar 5 dias da semana durante 12 horas por dia só para poder manter uma mera viagem por ano? Em um prazo de 40 anos de escravidão, digo, trabalho, você terá viajado para 40 destinos por alguns dias torrando cerca de 350.000 reais que poderiam ter se tornado seu suculento milhão permitindo não 1 viagem por ano mas 3 viagens por ano sem precisar trabalhar.

Idiotas viajam. Pobretões juntam grana e namoram panicats.

Meu humor mudou. Minha vida é linda. Estou até mesmo sorrindo coisa que nunca faço pois minha vida é triste e horrível. Cheguei a dançar hoje vendo clipes musicais e bebendo cachaça. Dancei o tchú e o tchá. Sou outra pessoa, na verdade aparece o verdadeiro pobretão, sociável, legal, alegre, alto astral.

O gosto da liberdade é inigualável. Que os workaholics queimem no inferno de Satã.

EDIT: A próxima postagem será quinta a noite já com os resultados do meu patrimônio financeiro do mês de maio.

domingo, 20 de maio de 2012

Qual idade é tarde demais para ser milionário e curtir a vida?

Executivos nos EUA  tentam retardar envelhecimento com hormônios (Foto: BBC)

Um dos grandes argumentos críticos dos gastadores ou odiadores da frugalidade extrema pobretão way of life para atingir o milhão e ser feliz se libertando da escravidão do trabalho com sua alforria e princesa Isabel panicat é que quando o milhão chegar seremos muito velhos para curtir nosso dinheiro maravilhoso e lindo. Seremos brochas, feios, fudidos e sem energia para curtir tudo o  que o dinheiro proporciona.

Porém esta argumentação perde para um fator que está do lado de nós pobretões de 20 a 32 anos de idade: A ciência da longevidade e estética.

Leia abaixo este incrível trecho da reportagem da Globo.com demonstrando o poder da ciência para nos tornar lindos, gostosos e com vinda longa:

Executivos dos EUA tentam retardar envelhecimento com hormônios

Segundo médicos, terapia hormonal está cada vez mais popular entre homens de 30 a 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.

Com pouco mais de 30 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria.

Mesmo sem consultar um médico, experimentou tomar uma pequena dose de testosterona, um hormônio secretado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários da mulher. Sua concentração no corpo masculino diminui com a idade e devido a problemas de saúde.

Atualmente com 40 anos, J.G. segue com o tratamento. Duas vezes por semana, injeta em si mesmo pequenas doses de testosterona e garante que sua vida melhorou em vários aspectos.

'Pergunte à minha namorada modelo de 27 anos', brinca o executivo, que dirige uma consultoria de administração de capital de risco em Nova York.

É isso aí. Vejam só o rapaz da foto inicial do post. Velho barrigudo feio fudido. Agora ele tem um corpo melhor que todos nós jovens paulistas idiotas depressivos pançudos comedores de sushi e hot roll.


Com o tempo, a medida que nós pobretões ficamos ricos, a ciência avançará junto conosco e teremos a disposição milhares de técnicas avançadas genéticas que nos permitirão viver muitos mais anos e com muito mais qualidade de vida. Teremos energia de um homem de 35 anos aos 60. Poderemos ter cabelos lindos cheios na cabeça. Teremos músculos maiores que rapazes de 20 anos. Teremos a libido de um rapaz de 30 anos sem precisar quase recorrer ao viagra. E só quem tiver dinheiro poderá fazer parte da elite de pessoas lindas aos 50/60/70 anos.

As nossas panicats não precisarão olhar para magros altos horrorosos de 20 anos, eles serão pouca merda para nós quarentões milionários com maravilhosas técnicas avançadas científicas que permitirão os pobretões serem galãs de novela como José Mayer, Humberto Martins e Ântonio Fagundes fazendo as mulheres delirarem tanto pela nossa conta bancária, nosso Camaro e nossa disposição de garoto.

O futuro pertence a quem é rico. O futuro não pertence aos gastadores jovens de hoje torrando rios de dinheiro em viagens parceladas para a Europa para fumar maconha em Amsterdã, comer macarrão na Itália ou se achar o pegador em Ibiza na Espanha. O futuro pertence a quem economizou e tem patrimônio para usufruir o que a ciência e as jovens mulheres panicats tem a oferecer lá na frente.

Quando a porta dos 35 e 40 anos chegarem, e tudo o que os gastões e odiadores de pobretões frugais tiverem pra mostrar são fotos de uma longinqua visita a Europa e quinquilharias ultrapassadas compradas em Las Vegas, Miami e Nova Iorque, quem irá rir por último somos nós os humilhados pobretões tristes de hoje.

Pobretões do meu Brasil: O futuro é nosso. Aguente firme e aporte forte. Eu confio em nós.

Eu confio que teremos nossa alforria e nossa linda Princesa Isabel panicat.